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Coluna Simpi – A Economia em 2021

12 janeiro, 2021

A Economia em 2021 

Pela primeira vez na história, em 2020, todos os países e setores pararam ao mesmo tempo, gerando preocupação e pessimismo. Mas, foi também a primeira vez que as nações agiram rápido e ao mesmo tempo. “Juros foram reduzidos e foi injetada liquidez. O resultado foi surpreendente: uma recuperação em V com retomada forte na maioria dos países. No Brasil, a recessão de 9% projetada pelo FMI anteriormente deve ficar em torno de 4,5%”, avalia Roberto Padovani economista-chefe do Banco BV, em entrevista ao programa “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”.

No Brasil, muitas empresas quebraram, o desemprego chegou a 14% e o poder aquisitivo diminuiu. Para o primeiro trimestre de 2021, com o fim do auxílio emergencial, a sensação será a de caminhar para trás, avalia Padovani. “Teremos menor crescimento, menos gasto público, desemprego elevado e dívida pública alta, tornando o ambiente incerto”, afirma.

Para o setor do agronegócio brasileiro, será positivo, garante o economista, devido à combinação de preços internacionais favoráveis, câmbio desvalorizado, juros baixos e produções recordes. “Já vivemos ambientes confusos com taxas reais negativas, mas este talvez seja o primeiro momento na história que temos alguma estabilidade política e econômica ao mesmo tempo. O ano começa ruim e melhora gradualmente”, avalia. Serão beneficiados o mercado imobiliário, o de bens duráveis, de eletroeletrônicos, de automóveis e outros setores expostos a crédito”, frisa. Para Padovani, com a vitória de Biden nos Estados Unidos, as tensões geopolíticas globais tendem diminuir em um contexto de muito dinheiro circulando.

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A nuvem é para todos 

O cloud computing, também conhecido como computação em nuvem, é a tecnologia que permite uso remoto de recursos da computação por meio da internet. Com a possibilidade de hospedar sem limites programas e informações de toda origem. Assim, o usuário pode acessar por meio de qualquer computador, tablet ou telefone celular, sem a necessidade de conexão a um servidor local. Essa tecnologia existe há bastante tempo, o que mudou foi a acessibilidade, explica Adriano Filadoro, diretor-presidente da Online Data Cloud, uma consultoria com 25 anos de mercado e infraestrutura própria que, nos últimos 15 anos, oferece também o serviço de cloud. “Sempre foi um privilégio das grandes empresas este recurso, mas com o passar do tempo, ficou mais barato e acessível a todos. Hoje, há muitos prestadores no mercado com infraestrutura nacional, qualidade, escalabilidade e o mais importante, indexado em real e não em dólar como as grandes nuvens”, afirma.

Para uma empresa, seja ela pequena, média ou grande, migrar seus dados para a nuvem significa organização e estratégia, explica Filadoro. “É possível entender o perfil e o comportamento dos clientes para prever ações e criar estratégias de sazonalidade ou se antecipar à concorrência. É a automatização de processos com foco no resultado, utilizando a tecnologia para ficar mais perto do cliente”.

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MEI: participar de licitações ficou muito mais fácil 

Desde o último dia de 23 dezembro, todos os microempreendedores individuais (MEI) passaram a contar com mais uma facilidade para participar de processos licitatórios do governo federal. Para se cadastrar como prestador de serviços, o MEI não será mais obrigado a fornecer os dados da certificação digital no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf). As compras públicas governamentais  movimenta R$ 50 bilhões com mais de 100 mil contratações. De acordo com o coordenador-geral de Empreendedorismo e Artesanato do Ministério da Economia, Fábio Silva, um dos gargalos no cadastramento era justamente a exigência do certificado digital, que não é obrigatório para o segmento.  A partir de agora não será mais exigido o certificado digital para os MEI. Quer se cadastrar? Veja aqui como fazer:http://www.simpi.net/ler-noticia/veja-aqui-como-se-cadastrar,  Mas se tiver dificuldade em fazer, no Simpi faz para você.

 

Declaração de rendimentos do MEI já começou 

MEI, você  deve ficar atento. O período para a entrega da declaração anual já começou e pode ser realizado até  31 de maio. “Caso o MEI não faça a declaração no período regular, ficará sujeito a uma multa por atraso no envio da declaração, que será expedida pela Receita Federal”. O empreendedor também deve examinar se, no ano de 2020, ultrapassou o seu faturamento em até 20%, para transmitir a Declaração Anual do MEI em janeiro e recolher o valor da multa do excedente, gerada na transmissão da declaração, além de proceder com a migração para microempresa e evitar recolhimentos retroativos. O prazo para o enquadramento vai até o dia 29 de janeiro. Se tem dificuldades em fazer sua declaração, procure o Simpi, lá faz para você.

Fonte: SIMPI

Roagora Fanpage

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