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“Pressentimento” da irmã ajudou polícia a desvendar assassinato de cabeleireiro enterrado embaixo de churrasqueira

Após o crime, sobrinho da vítima fez festa de noivado sobre o corpo

terça-feira, 27/10/2020

Na manhã desta quarta-feira, 30, o delegado de Núbio Lopes de Oliveira apresentou a conclusão do inquérito que investiga a morte de do ex-cabeleireiro Nilton César Santos do Nascimento, de 43 anos, que foi brutalmente assassinado pelo próprio sobrinho no final de agosto deste ano. (Releia Aqui)

Como já divulgado anteriormente, Jhon Rodrigues do Nascimento, de 28 anos, sobrinho da vítima, confessou o crime 12 dias depois de ter enterrado o tio no quintal da residência onde morava, localizada na avenida Neide Maria Fantin Pires, no bairro Bodanese, e ainda construiu uma churrasqueira sobre o corpo para comemorar seu noivado.

Apesar de ter se apresentado à polícia e se dizer arrependido, Jhon só confessou o crime após os agentes da Delegacia de Homicídios baterem em sua porta e afirmarem que iriam providenciar a escavação do  local, situação esta que, em momento nenhum, o jovem se opôs, afirmando até que se os policiais quisessem, ele mesmo arrumaria as pás.

De acordo com o delegado, como no município não há uma equipe específica para se dedicar exclusivamente ao desaparecimento de pessoas, o trabalho desenvolvido, mesmo que inconscientemente, de Marinêz Regina Santos do Nascimento, irmã da vítima, que  não se conformava  que o familiar, que tinha problemas com bebidas alcoólica e drogas, tivesse simplesmente desaparecido, foi de suma importância para levantar suspeitas sobre a autoria do crime e este passar a ser tratado pela homicídios e chegar o desfecho que teve.

“A irmã da vítima ao receber uma foto que o sobrinho havia encaminhado para a avó, dona da propriedade onde ele morava, mostrando que havia limpado o quintal e construído uma calçada, procurou  o setor de investigação e afirmou que estava orando pelo irmão, e ao abrir a imagem, viu o rosto da vítima”, relatou Núbio.

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Em entrevista concedida à imprensa no dia seguinte ao que o corpo da vítima foi encontrado, Marinêz relatou que de fato desconfiava do sobrinho, devido a casa deste ter sido o último lugar que o irmão foi visto e que não  aceitou o convite deste para participar da comemoração de seu noivado, por sentir que havia algo de errado  com aquela faxina repentina no quintal, coisa que o assassino nunca tinha feito, mesmo morando no imóvel há anos. Também teria tido um pressentimento com a construção da churrasqueira, sob a qual o irmão de fato foi enterrado.

Folha do Sul Online

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