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PF investigou por 2 anos esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas envolvendo empresas de Rondônia

A Polícia Federal passou mais de 2 anos de investigando para desarticular o esquema criminoso de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e tráfico internacional de drogas que envolve três grandes distribuidoras de Rondônia, causando um prejuízo de mais de R$ 300 milhões aos cofres públicos em sonegação de impostos. A Operação Dracma, deflagrada nesta quinta-feira (14) pela corporação e Receita Federal (RF), com apoio logístico do Exército, possui 26 inquéritos policiais, 36 relatórios fiscais da Receita Federal e 86 laudos periciais. A Operação Dracma foi deflagrada nesta quinta-feira (14).

A maior parte da ação se concentrou em Guajará-Mirim, na fronteira do Brasil com a Bolívia, mas foram cumpridos mandados judiciais também em outros municípios de Rondônia, no Pará e Mato Grosso. Segundo o superintendente da PF em Rondônia, delegado Caio Rodrigo Pellim, é um “material muito robusto que identificou o esquema criminoso. Hoje, a gente conclui uma etapa muito importante, muito bem definida”, disse o superintende durante coletiva de imprensa na sede da PF em Guajará-Mirim.

No total, foram cumpridos 72 mandados de busca e apreensão; 6 medidas cautelares de afastamento da atividade/função de investigados que atuavam, principalmente na administração/gerência de empresas; 147 contas bancárias bloqueadas e quatro prisões em flagrantes na cidade de Guajará-Mirim.

Responsável pela investigação, o delegado Heliel Jefferson Martins Costa, esclareceu que a rota a quadrilha usava estratégias para fomentar o tráfico de drogas. “O caminho (da droga) sai da Bolívia, atravessa o Estado de Rondônia até chegar a cidades do Nordeste e no interior do Pará. Já o dinheiro usado para aquisição de drogas saí de traficantes do Nordeste e Norte, passava por contas de passagens, a partir daí eram depositados em grandes empresas do Estado que faziam compensação com cambistas na Bolívia, dificultando a investigação e arrecadação fiscal”, diz o delegado.

Ainda conforme Heliel, ao longo da investigação, “nessas contas de passagens transitou algo em torno R$ 600 milhões. E foi delimitado também que R$ 70 milhões foram transferidos diretamente para as empresas. Essas empresas atuavam como verdadeiras instituições do tráfico de drogas e armas”.

Fonte: Rondoniagora

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