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Pedaço de madeira atravessa corpo de adolescente que é encaminhado em estado grave para Porto Velho

17 março, 2021

Um adolescente passou quase 24 horas com um pedaço de madeira trespassado no corpo, após sofrer um acidente na serraria onde trabalha na cidade de Cabixi e não ser possível a realização da cirurgia de alta complexidade da qual ele necessita no Hospital regional de Vilhena.

Ferido desde as 17 horas de terça-feira, 16, quando uma máquina que opera “cuspiu” uma lasca de madeira contra seu abdômen, tendo esta trespassado vários órgãos, como fígado e rim, além de pressionar a arterial femoral, que leva sangue para as pernas, o adolescente de 17 anos foi trazido de ambulância para Vilhena, de onde só saiu exatamente as 13:58h de hoje, quando uma UTI área vinda de Porto Velho realizou a transferência.

Um adolescente passou quase 24 horas com um pedaço de madeira trespassado no corpo, após sofrer um acidente na serraria onde trabalha na cidade de Cabixi e não ser possível a realização da cirurgia de alta complexidade da qual ele necessita no Hospital regional de Vilhena.

Com o filho em estado grave e correndo o risco de perder uma das pernas pela falta de circulação sanguínea, a mãe lamentou a falta de informação por parte dos servidores, só tendo sabido que o filho estava sendo preparado para transferência, com o apoio da reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE, que acompanhou a situação e fez contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal, repassando aos pais e amigos que a ambulância do hospital já havia saído da unidade para buscar a equipe médica no aeroporto.

Ainda segundo a família, o médico que estava no plantão quando o adolescente deu entrada na unidade foi totalmente atencioso e amparou carinhosamente a mãe, afirmando que entendia seu desespero, pois também tinha filhos, mas que iria dar tudo certo, além de manter a todos informados o tempo todo sobre o estado de saúde do garoto e sobre os trâmites de sua transferência para Porto Velho.

No entanto, quando a equipe foi trocada, até o acesso da mãe ao menor foi cortado e a família passou a não receber mais informações, entrando em desespero, uma vez que a transferência deveria ocorrer em no máximo em 12 horas e já haviam se passado mais de 20.

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“Entendemos que não tem como retirar a madeira aqui porque a situação é grave, mas falta humanidade nesses funcionários, pois a única coisa que estamos pedindo é informação”, desabafou um amigo do menor.

Cientes de que a UTI área já estava em Vilhena desde as 12 horas, a família entrou em contato com a reportagem do site, que foi ao local e acompanhou a remoção do adolescente, ainda com a madeira de quase um metro fixada no abdômen, uma vez que só poderia ser retirada em processo cirúrgico delicado para evitar que ele sangre até a morte.

Informações levantadas junto aos amigos e familiares do paciente dão conta de que o processo de transferência também foi atrasado pela impossibilidade da UTI área pousar no aeroporto de Vilhena durante a noite, pela falta de iluminação.

Fonte: Folha do Sul

Roagora Fanpage

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