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Negacionista diante da pandemia, Jair Bolsonaro destoa de seus antecessores

3 maio, 2021

A postura negacionista de Jair Bolsonaro na pandemia da covid-19 – o que inclui colocar vacinas sob suspeita – vai na contramão da conduta adotada por pelo menos dez ex-presidentes durante surtos de doenças no País. O histórico de seus antecessores mostra apoio a autoridades de Saúde, com campanhas de incentivo à imunização da população. De Arthur Costa e Silva a Michel Temer, todos enfrentaram, cada um a seu tempo, crises sanitárias.

Negacionista diante da pandemia, Jair Bolsonaro destoa de seus antecessores

Bolsonaro, no entanto, destoa. Hoje, o presidente da República poderia estar imunizado contra a covid há um mês, mas, até agora, não demonstrou a intenção de tomar a vacina. O Brasil contabiliza mais de 400 mil mortes pelo novo coronavírus.

“Alguns falam que eu tô dando um péssimo exemplo. Ou é imbecil ou o idiota. Eu já tive o vírus. Eu já tenho anticorpos. Pra que tomar vacina de novo?”, disse em dezembro. No início de abril, reafirmou que já está imunizado. “Depois que o último brasileiro for vacinado, vou decidir se vacino ou não.”

A imunização para a faixa etária do presidente – ele fez 66 anos em março – teve início, em Brasília, em 3 abril. Se ele tivesse sido imunizado no primeiro dia com a Coronavac – da fabricante chinesa Sinovac e do Instituto Butantan – poderia já ter recebido a segunda dose. Questionada, a Secretaria de Comunicação da Presidência disse não saber se Bolsonaro foi ou não imunizado, já que se trata de “decisão de cunho pessoal”.

Fonte: ESTADAO CONTEUDO

Roagora Fanpage

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