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Mulher mata idoso com injeção de produto tóxico e rouba carro, móveis e dinheiro

18 março, 2022

O Ministério Público do Rio denunciou uma mulher por matar um vizinho e, em seguida, esvaziar o apartamento dele, roubando cafeteira, televisão, celulares, euros, além de um Onix 2020, totalizando um prejuízo de cerca de R$ 103 mil. De acordo com investigações da 23ª DP (Méier), Fernanda Gonçalves de Carvalho Donato se aproximou do analista judiciário aposentado Carlos Jorge Rodrigues Jaber após ele ficar viúvo e passou a frequentar o apartamento dele, na Rua São Gabriel. Entre meia-noite e 3h30m do dia 29 de dezembro do ano passado, ela entrou no imóvel e injetou substância tóxica no braço esquerdo do morador, provocando edema pulmonar e infarto. Imagens de câmeras de segurança do prédio flagraram a mulher disfarçada, vestindo túnica larga e máscara contra a Covid-19, logo após o crime, levando os pertences da vítima em malas.

Mulher mata idoso com injeção de produto tóxico e rouba carro, móveis e dinheiro

Segundo o inquérito, vídeos mostram que Fernanda colocou os objetos no carro do aposentado, que estava na garagem do edifício, e dirigiu até o estacionamento de uma farmácia nas redondezas. No local, ela retirou seu disfarce e fez fotografias do Onix que foram publicadas em anúncios nas redes sociais. Horas mais tarde, às 11h33m, ela foi vista na cidade de Saquarema, na Região dos Lagos, trocando o veículo por outro, ano 2005, da marca BMW.

— Pudemos concluir que a Fernanda se valeu da situação de vulnerabilidade da vítima para ganhar sua confiança e, assim, passar a frequentar sua residência. Já dentro do imóvel, conseguimos descobrir, por meio da perícia e da exumação do cadáver, que ela foi a responsável pela inoculação de substância tóxica na articulação entre o antebraço e o braço esquerdo do idoso, o que o levou à morte — explicou o delegado Deoclécio de Assis, titular da 23ª DP.

Uma semana após o latrocínio (roubo seguido de morte), Fernanda passou a ligar para a mulher com quem trocara os carros e a ameaçá-la. No decorrer da investigação, com a realização de oitivas, foi identificado ainda que ela coagiu testemunhas para tentar ocultar a sua participação no crime, utilizando-se de falsas insinuações de parentesco com notórios contraventores do Rio, razão pela qual foi indiciada e denunciada também por coação no curso do processo.

Após o crime, nas redes sociais, Fernanda postou um vídeo dizendo que estava patrocinando um almoço em uma churrascaria no Aterro do Flamengo, com vista para o Pão de Açúcar. E completou: “Sonhando”.

Na denúncia da 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da Área Méier e Tijuca do Núcleo Rio de Janeiro, o Ministério Público destaca que Fernanda chegou a argumentar com a proprietária do BMW que, caso ela reclamasse sobre o caso em Saquarema, “a localidade viraria uma praça de guerra, novamente sugerindo causar-lhe mal injusto e grave, invocando grau de afinidade com milicianos e bicheiros para reforçar a intimidação”.

Na semana passada, a denúncia foi recebida pelo juízo da 36ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, que decretou a prisão preventiva de Fernanda. Até o momento, ela não foi localizada, sendo considerada foragida. Em seu histórico criminal, há diversas anotações por estelionato, furto e apropriação indébita.

Na delegacia, os advogados de Fernanda alegaram inocência, informando que ela realizava exames no momento do crime.

Fonte: Extra

Roagora Fanpage

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