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Morre Dona Adélia, pioneira de Ji-Paraná e famosa por seus deliciosos pastéis

30 março, 2021

Morreu neste domingo aos 69 anos de idade vítima de complicações da Covid-19 Adélia Rosa Gomes, a Dona Adélia, que durante três décadas teve uma pastelaria na avenida Seis de Maio em Ji-Paraná/RO.

Os últimos dias de agonia para dona Adélia foram divididos entre o Hospital Municipal de Ji-Paraná e a UTI do Hospital AME, em Porto Velho.

O drama começou quando o marido dela, Seu Daniel Dias Gomes contraiu o vírus da Covid-19. Há muitos anos ele vendia pastel na calçada aos fundos do Banco do Brasil, na Marechal Rondon/Centro.

Dona Adélia ainda cuidou do marido, que foi levado para o Hospital Municipal. Não demorou muito foi Dona Adélia quem sentiu os fortes sintomas da doença e foi parar no HM. Quatro dias após a alta do seu Daniel, dona Adélia era entubada no Hospital AME em Porto Velho.

Diabética, hipertensa e com problemas circulatórios, o vírus atacou em várias frentes: pneumonia, paralisia dos rins, baixa capacidade pulmonar, risco iminente de trombose. Às seis horas do amanhecer de ontem (28-03) dona Adélia não resiste e morre. O enterro dela aconteceu hoje pela manhã em Ji-Paraná. Ela deixa o marido de 79 que se recupera das sequelas da covid, dois filhos, Cristiano e Joice, além de cinco netos.

Morre Dona Adélia, pioneira de Ji-Paraná e famosa por seus deliciosos pastéis

Os pastéis da Dona Adélia

 

É difícil encontrar algum adolescente do fim dos anos 80, 90 até 2015, ou profissional liberal morador do primeiro Distrito de Ji-Paraná, em especial, morador do Centro ou do bairro Urupá, que não tenha saboreado um pastel da Dona Adélia.  Aliás, foi a pastelaria dela a pioneira da Avenida Seis de Maio que, muitos anos depois, se tornou uma das vias gastronômicas mais importantes da segunda maior cidade de Rondônia.

Essa mulher de fala mansa e muito bondosa parou com pastelaria Cantinho do Pastel há pelo menos cinco anos por problemas de saúde. Chegou a fazer um tratamento de vista no Paraná, conforme contou a amiga e ex-funcionária da pastelaria Glacineia Magri. “Ela tinha um problema na vista e teve que tomar injeções nos olhos”, comentou.

Quando chegou a Rondônia em 1985 vinda de Quatá, interior de São Paulo, Adélia e o Marido ficaram em Jaru, na zona Rural. Ela pegou uma lavou de cacau para cuidar, foi de onde conseguiu dinheiro para se mudar para Ji-Paraná, cidade na qual montou uma pastelaria ao lado onde hoje funciona o Cine Milani. O marido vendia pastel em frente à antiga Caixa Econômica e depois se mudou para os fundos do Banco do Brasil.

Fonte: Folha de Rondônia News 

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