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Mãe mata filha de 3 anos asfixiada e tenta cortar pescoço do filho de 15 anos no MT; Ela disse ter ‘ouvido vozes’

12 julho, 2022

Uma mulher identificada como Clélida Silva de Almeida, de 34 anos, foi presa em flagrante na madrugada desta terça-feira (12), após ser acusada de matar a filha de 3 anos e cortar o pescoço do filho de 15 anos, com um pedaço de vidro, na casa onde morava no bairro Santa Laura, em Rondonópolis (212 km de Cuiabá).

O caso foi registrado por volta das 05h. A autora foi detida pela Polícia Militar.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher e as crianças chegaram na casa dos pais dela no último sábado (09). Ela estaria enfrentando problemas psicológicos e durante a noite segunda-feira (11), a família se reuniu para uma corrente de oração.

Em seguida, o casal foi deitar e Clélida e os dois filhos foram para o quarto. Em determinado momento da madrugada, ela começou a colocar objetos para travar a porta do quarto.

Utilizando um travesseiro, ela asfixiou a filha de 3 anos até a morte. Em seguida, pegou um pedaço de vidro do banheiro e tentou matar o filho adolescente, que estava dormindo.

O menor explicou que lutou com a mãe e impediu que ela cortasse seu pescoço. Logo depois, a mulher tentou tirar a própria vida, mas foi contida pelo adolescente e o irmão dela, que ouviu os gritos de socorro e invadiu o quarto.

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou a morte da menina. Já o adolescente foi encaminhado ao hospital com algumas escoriações pelo corpo.

Depoimento

Em depoimento na 1ª Delegacia da Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (12), o padrasto de Clélida contou que a mulher estava há alguns dias dizendo ouvir vozes e que havia pessoas tentando matá-la.

Conforme o depoimento, o homem contou que era meia-noite de sábado (09), quando Clélida chegou de motocicleta na residência, na companhia das crianças, e afirmou que estava com medo e que tinha pessoas querendo matá-la.

Ela passou a noite no imóvel, almoçou no domingo (10) e depois voltou para casa onde morava.

Por volta de meio dia de segunda-feira (11), Clélida ligou para o padrasto, dizendo que ouvia vozes dizendo que a matariam. Ela também teria afirmado que marcou consulta médica para esta data, em um posto de saúde.

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A mãe e o padrasto a acompanharam, junto da filha mais nova, até a unidade, mas quando chegaram lá, descobriram que não tinha consulta nenhuma agendada.

Em seguida, todos foram até a casa da mulher, onde pegaram o adolescente e foram para a residência dos avós. Lá, após o jantar, todos foram para seus quartos se deitar.

Às 2h da manhã desta terça, o homem afirmou que sua esposa, mãe de Clélida, ouviu vozes vindas do quarto da filha. Ao que parece, Clélida estava falando com o filho adolescente, mas não foi detalhado o conteúdo dessa conversa.

Depois, a mulher voltou a dormir. Às 4h, o homem se levantou e foi até o posto de saúde, para marcar uma consulta para a enteada. Quando estava na fila, por volta das 5h, a esposa ligou contando o que tinha acontecido.

O Repórter MT apurou que, devido ao estado psicológico de Clélida, ela não pode ser interrogada. A informação é que ela foi encaminhada para a penitenciária feminina da cidade.

A mãe da acusada também não foi ouvida, devido ao estado de choque em que ainda se encontra.

O caso está sendo apurado pelo Departamento de Homicídios da Polícia Civil de Rondonópolis.

 

Fonte: Reporter MT

Roagora Fanpage

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