Jornal Nacional mostra para o mundo fila da fome às vésperas do Natal; assista

24 dezembro, 2021

Alguns chegaram até um dia antes do início das entregas. Distribuição de ossos com carne feita por um açougue atinge cerca de 400 pessoas.


O aumento da fila de ossinhos, às vésperas do Natal, em Cuiabá, foi um dos destaques do Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta quinta-feira (23).

À reportagem, cuiabanos falaram sobre a dificuldade de conseguir comer.

“Eu não estou trabalhando, só meu esposo. Então, tenho dois filhos, um é especial, e aí as coisas têm vezes que aperta bastante”, diz a dona de casa Renata Maria.

“A vida hoje está difícil demais, não tenho para comprar carne, não tem dinheiro que dá para comprar carne porque está muito absurdo de caro”, diz uma das pessoas que aguardavam a doação.

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Os pacotes têm pedaços de ossos que sobram da desossa do boi, e ficam com um pouco da carne, cartilagem e gordura. Esse é o corte bovino mais barato que tem nos açougues.

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Há dois anos custava em média R$ 3 o quilo. Hoje, em alguns estabelecimentos, sai por até R$ 12.

A gravação para o JN foi feita na manhã desta quinta-feira. Na última doação antes do Natal, o que atraiu muita gente também foi a entrega de cestas básicas por grupos de voluntários.

“Graças a Deus! Isso aqui com esse sacolão ajuda bem a gente”, diz a dona de casa Maria José de Souza.

“Quando eram apenas os ossinhos, eram em média 150 a 200 pessoas, segunda, quarta e sexta. Com a exposição, nós tivemos que diminuir a quantidade de dias: ficou só segunda e quinta, e é de 350 pessoas a 400 todos os dias que temos aqui agora”, conta Samara Rodrigues, dona do açougue.

“Quando a inflação começa a sair do controle, novamente quem vai ser mais atingido, quem vai perder esse poder de compra são as pessoas mais pobres. O Brasil está em uma situação de estagnação, falta de crescimento, você não gera empregos e isso também gera dificuldade de você conseguir adquirir bens e serviços. E um terceiro fator também é que outros produtos aumentaram o preço, principalmente energia e combustíveis, e isso acaba competindo com a cesta de alimentos”, explica o economista Feliciano Azuaga, que prossegue.

“Esse sacolão que eles estão dando aqui vai ser uma ajuda grande. Passar o Natal com a mesa cheia”, diz o aposentado João Domingos de Souza.

Fonte: Repórter MT

Roagora Fanpage

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