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CORONAVÍRUS! Frigorífico demite funcionário que gravou vídeo em vestiário lotado da unidade de Vilhena

O vídeo foi compartilhado em um aplicativo de mensagens e depois caiu na rede social Facebook.

Em meio à pandemia de coronavírus, um funcionário do frigorífico Friboi em Vilhena gravou um vídeo que expõe, segundo ele, a situação de risco de contaminação por Covid-19 dentro da empresa. As imagens foram gravadas esta semana no portão de ingresso e no vestiário da firma. A cena, na imagem ao lado, mostra dezenas de funcionários dividindo um cômodo, a uma distância de centímetros um do outro, sem equipamento de proteção individual, como máscara. (Veja o vídeo ao final da matéria).

O vídeo foi compartilhado em um aplicativo de mensagens e depois caiu na rede social Facebook. A direção do frigorífico depois de ver as imagens demitiu, por justa causa, o empregado de 34 anos, que há quatro trabalhava na empresa.

As imagens causaram revolta entre internautas, que questionaram as recomendações do Decreto Governamental 24.887, de 20 de março de 2020, que determina fechamento ou restringe o funcionamento de atividades comerciais em Rondônia, devido ao estado de emergência por conta da pandemia do novo coronavírus.

  • Governador manda fechar bares, shopping, restaurantes, balneários e comércio, entre outras vedações

Procurado pela reportagem, o ex-funcionário disse que sua intenção foi mostrar que quase 2 mil trabalhadores continuam suas atividades como se não existisse uma pandemia com mais de 13 mil mortos e um bilhão de confinados no mundo.

A empresa não forneceu máscaras e no comércio ninguém de nós conseguiu encontrar para comprar. Nos ônibus que carregam os funcionários e no refeitório da empresa nada foi mudado, ficamos sentados lado a lado como se nós fôssemos imunes à doença. São dezenas de homens que para manter o sustento de suas famílias são obrigados a ignorar os riscos da doença e cumprir as ordens da empresa. Eu questionei e fui demitido”, lamenta o trabalhador.

Perguntado sobre ter feito as imagens dentro do vestiário, o ex-funcionário explicou: “fiz em áreas onde há permissão para uso de celular. Na portaria e no vestiário. Não existe restrição de uso nesses locais, o que aconteceu foi que mostrei a situação de risco dos funcionários e isso causou revolta na direção”. O ex-funcionário, que promete levar o caso à Justiça, diz que as medidas de segurança em meio à pandemia que a empresa adotou foi o uso de álcool gel.

Nesta segunda, 23, a Justiça de Rondônia determinou que o banco Bradesco adote medidas preventivas urgentes garantir a saúde dos trabalhadores e minimizar os riscos do novo coronavírus (COVID-19). Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 10.000,00.

  • Justiça determina que Bradesco em Rondônia adote medidas urgentes para garantir a saúde dos trabalhadores

O QUE DIZ A FRIBOI

Ao Vilhena Notícias a gerência da unidade local informou que apenas o departamento jurídico da Friboi, em São Paulo (SP), poderia falar com a reportagem sobre o caso. Às 10h da manhã o site deixou os canais de contato, mas até às 16h (horário de Rondônia) não obteve um retorno.

ASSISTA AO VÍDEO:

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Fonte: Vilhena Noticias
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