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Bebê de 1 ano morre em hospital infantil de Porto Velho e família denuncia conduta de enfermeira do local

22 junho, 2022

Na manhã de domingo (19) um bebê identificado como Anthony Davi Batschke Almeida, de 1 ano e 4 meses, morreu no Hospital Infantil Cosme e Damião após ter problema no coração. Familiares denunciaram a conduta dos profissionais de saúde do local por erros no procedimentos que medicavam o coração da criança.

Bebê de 1 ano morre em hospital infantil de Porto Velho e família denuncia conduta de enfermeira do local

A família de Anthony Davi é de Santo Antônio do Matupi, no Amazonas, e percorreu cerca de 392 km em 5h para chegar na capital do Estado de Rondônia, local onde veio procurar tratamento para a criança que estava com problemas no coração. Assim que pisaram em solo portovelhense, os parentes do garoto foram diretos procurar atendimento pediátrico.

Ellen Paola Almeida Ribeiro, de 20 anos, é mãe de Anthony e afirma que sua mãe e o pai da criança chegaram em Porto Velho no domingo (12). A mesma ainda disse que assim que eles chegaram, se encaminharam para UPA da Zona Leste, e lá foram informados que a criança estava com pneumonia. Consequentemente foram encaminhados para Cosme e Damião.

No hospital infantil foi realizado um pique no pescoço da criança para colocar o cateter e assim começar a injetar medicamentos diretamente para o coração, em vista, que seus batimentos estavam fracos e baixos.

A mãe da criança disse que em uma semana no Cosme e Damião presenciou diversos erros dos profissionais da saúde quanto aos procedimentos realizados em seu filho e falta de exames. Ellen afirmou ainda que após o resultado do ecocardiograma um dos médicos disseram que Anthony tinha um caso raro no coração e que o garoto era um milagre.

De acordo com Ellen, uma enfermeira do Cosme e Damião realizou o procedimento de curativo no acesso que era para a administração do medicamento que iria direto ao coração oito vezes e todas elas foram executadas de forma errada, fazendo com que o acesso se deslocasse.

Michelli Almeida, mãe de Ellen, disse que o acesso que estava no pescoço da criança escapou após Anthony se mexer e que foi realizado um novo acesso no peito do bebê, na qual, colocaram os medicamentos necessários do coração, além de dar um xarope e colocar um soro para não entupir a veia do garoto, entretanto, esse novo procedimento realizado fizeram com que o menino ficasse gritando de dor.

“Na hora que colocaram os medicamentos, ele começou a bater a mãozinha em cima do acesso e gritar horrivelmente e olhava pra mim chorando. Ele gritava, gritava e olhava pra mim como se tivesse pedindo socorro. Depois de eu tanto falar com a enfermeira, ela deu dipirona para ele, que fez com que ele durasse uns 30 a 40 min, porém, em seguida, o menino morreu gritando”, disse Michelli Almeida.

A mãe de Anthony disse que a família retornou para o Amazonas, onde velaram a criança e enterraram na manhã de segunda-feira (20). Ellen denunciou os procedimentos realizados pelos profissionais da saúde. Até o momento da publicação dessa matéria a Secretaria de Estado de Saúde (SESAU) não publicou uma nota sobre o ocorrido.

O Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren-RO) informou que tomou conhecimento na segunda-feira (20) do suposto erro técnico ocorrido e que nesta terça-feira encaminhará uma equipe de fiscalização para averiguação do caso.

Fonte: News Rondônia com informações do G1RO

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