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Tempo de justiça e de juízo

Que a justiça seja feita em tudo que contraria a lei.

O país vive momento de mudanças que requer considerações importantes para compreender os fenômenos. A tolerância do povo com a política, ou com os políticos, chegou ao nível de baixíssima paciência. O cidadão quer respostas rápidas e justas. A exemplo os últimos eleitos com grandes prestígios nas urnas já amargam índices altos de reprovação popular. A população está agindo no ritmo do: errou; pagou.

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Coluna de Solano Ferreira

A pouca tolerância com o que é errado chega também às cobranças ao poder Judiciário. Enfim, ninguém está acima da lei, e a abertura promovida pelas mídias sociais favorece a cobrança imediata. Protestos nas ruas, no sol, faixas, cartazes, enfrentando polícia; somente em último caso. A tendência agora é protestar livre nos perfis pessoais, nos grupos, nas redes mundiais.

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Essa mudança de comportamento exige mais dos poderes. O Judiciário tem demonstrado compreender esse momento e tem dado respostas rápidas. As primeiras e segundas instâncias estão ainda mais ágeis quanto aos julgamentos e decisões. Em todo o País, o que se vê é uma geração de integrantes do Judiciário que almeja passar o Brasil a limpo.

Recentemente em Rondônia, a Justiça foi feita e deu a entender que o crime não compensa. O Pleno do Tribunal de Justiça do Estado condenou sete ex-deputados acusados de envolvimento no desvio de R$ 11 milhões da Assembleia Legislativa, no esquema de folha de pagamento paralela que culminou na Operação Dominó. Pela maioria dos votos, as condenações dadas pelos desembargadores lavaram a honra dos rondonienses que tinham esse caso travado na garganta. A justiça feita soou como um grito da multidão.

Outras condenações mais recentes, também aplicadas pelo Judiciário rondoniense, somam para o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho, quase 18 anos de pena a ser cumprida. Maurão chegou a disputar as eleições para o Governo do Estado, sendo derrotado nas urnas. Ele entra para uma estatística nada favorável de cinco ex-presidentes do Legislativo estadual que foram condenados e, como os antecessores, Maurão deve cumprir pena. Antes dele foram Marcos Donadon (que cumpre domiciliar), Natanael José da Silva (tornozeleira eletrônica), Valter Araújo (regime aberto) e Carlão de Oliveira (foragido). Todos por crimes de corrupção.

Que a justiça seja feita em tudo que contraria a lei. Que os fenômenos vividos sirvam para dar um novo direcionamento ao País, com mais justiça social, mais equilíbrio entre os Poderes sem perder suas autonomias, e que os interesses e objetivos desses que executam qualquer poder, que sejam relacionados com o que é de interesse da coletividade. Tempo de resgate dos valores éticos e morais. Tempo de justiça.

 

 

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