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Possível mudança de consumo e produção rondoniense

O País é amplo e as condições climáticas e de solo são bastante variadas a cada região. Isso favorece múltiplas culturas.

O mundo caminha para a redução do consumo de carne bovina e soja. Até 2030, a China pretende reduzir 50% desses consumos. Outros países compradores em potencial seguem para a mesma decisão e já começam orientar suas populações para novos hábitos alimentares. O problema da soja e gado é forma de cultivo que ocupa grandes áreas, e, segundo pesquisadores, são culturas que aumentam as emissões de gases poluentes. Outro motivo ainda mais grave é que até 2050 estimam que a população mundial chegará a 9 bilhões de pessoas e não terá alimentação para tanta gente.

Tudo caminha para produções alimentares mais saudáveis, com menos impacto ambiental, com maior produtividade por hectares, e outros medidores. Caso o mundo resolva mesmo abolir a carne bovina e a soja e seus derivados dos cardápios e dietas, mesmo assim, o Brasil permaneceria em destaque mundial na produção alimentar. O País é amplo e as condições climáticas e de solo são bastante variadas a cada região. Isso favorece múltiplas culturas.

Porém, há necessidade de ampliar as pesquisas para que possamos ter maior produção e compreender que tipo de alimento será consumido nesse futuro tão próximo, estimado em uma década. Independente de qual será o resultado, o produtor rondoniense está caminhando para o cultivo de produtos com grande projeção futura.

A produção de peixe em cativeiro é uma das apostas mundiais. A carne saudável e de produção ocupando menor espaço por hectare, promove o pescado como alternativa futura para o consumo mundial em maior escala. Como Rondônia tem despontado na produção de peixe em cativeiro, o momento é oportuno para ampliar o negócio, melhorar as pesquisas de qualidade, e promover a cadeia de valor da produção para continuar em crescimento.

O café é outro produto de destaque. Sendo a segunda bebida mais consumida no mundo, perdendo apenas para água pura, o cultivo não é agressivo ao meio ambiente. A Embrapa tem evoluído as pesquisas em nosso estado, os produtores estão acreditando no negócio, e podem apostar no cultivo que o café continuará rendendo muito bem. O mesmo acontece com cacau. E mais uma vez Rondônia se destaca na produção e os produtores estão acreditando no negócio.

No presente, a produção rural está indo muito bem. Mas precisa consolidar cultivos e modelos que possam acompanhar a tendência mundial, já que Rondônia é estado exportador. Mesmo não observando para onde caminha a humanidade, as decisões por aqui são acertadas.

Coluna de Solano Ferreira

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