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As ruas refletem os pesos e medidas

A meta do governo era ter a aprovação da reforma ainda no primeiro semestre.

As manifestações realizadas ontem em todo o País não foram tão calorosas, mas serviram para mostrar aos congressistas que parte da população ainda não se agrada do texto até aqui apresentado da reforma da Previdência. É certo que a maioria dos brasileiros (apontados em pesquisas) é favorável à reforma, mas com ressalvas.

A meta do governo era ter a aprovação da reforma ainda no primeiro semestre. Não deu certo e tudo indica que no segundo semestre ainda vai necessitar de muita articulação para fazer caminhar até o plenário, onde será votado. É esperado que os parlamentares apresentem emendas ao texto e, entre remendos, o tempo vai passando e os debates aumentando.

Enquanto isso a economia estará estagnada. Sem saber o destino da Previdência, os investidores não ousam em fazem investimentos. Conforme apontado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) os poucos investimentos feitos pelo setor industrial se limitou a melhoria de produção e troca de tecnologias nos processos industriais.

Mas não é somente a reforma da Previdência que tem segurado o crescimento. Outras mudanças esperanças envolvem as reformas: trabalhista, fiscal, política, além de mais precisão no combate à corrupção. Sem essas pautas definitivamente aprovadas, o País ainda não apresentará a confiança e segurança política e legal que o mercado precisa para reagir. Está tudo acumulado e o sufocamento não poderá estender além do suportável para não se tornar estrangulamento econômico.

Enquanto isso, nas ruas e nas pautas políticas, os temas mais ardentes continuarão em evidência e soando ecos entre os favoráveis e contrários até que tenha uma definição completa. O Brasil precisa de choques e resoluções de problemas que vinham sangrando alguns pontos e inflando em outros, mas não é justo que a conta seja paga pelo segmento de consumo que sempre é o que banca qualquer conta final.

Por isso, todos os gritos são necessários e todas as informações precisam ser debatidas, até que haja de fato o consenso nacional. Enquanto isso, vale os atos a favor do governo e valem também os atos contra para que tudo seja muito bem esclarecidos.

 

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