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Governadores debateram, mas voltaram sem dinheiro

A reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores da Amazônia Legal foi momento para aclamação pela soberania nacional. Os governadores reproduziram o discurso do presidente quanto ao assunto ambiental e de defesa da Amazônia contra o interesse estrangeiro. Os chefes dos estados do Norte apresentaram suas queixas, ajudaram a criticar o presidente Frances, Emmanuel Macron, mas o essencial que era dinheiro para os estado não ficou definido. A reunião terminou sem nenhum dinheiro a mais e muita esperança.

Na noite anterior, o G7 (grupo dos países mais ricos do mundo) disponibilizou o equivalente a R$ 91 milhões de reais para socorrer a Amazônia. Enquanto o presidente boliviano Evo Morales (que também tem Amazônia incendiada) está super animado e já fazendo planos para receber parte dessa quantia, o brasileiro Bolsonaro recusou o dinheiro alegando o conflito de interesses com o francês Macron. É muito dinheiro para deixar de lado, uma vez que vem a fundo perdido (sem necessidade de pagar), porém precisa certas cautelas e isso pode ser resolvido através de acordos e ajustes de interesses. O Brasil precisa desse dinheiro, os países ricos tem de sobra, e o negocio é definir como utilizar e qual compensação em troca.

A negação ficou muito superficial ao justificar apenas a picuinha com Macron. A Amazônia já recebeu inúmeros recursos a fundo perdido, foi bem útil e bem aplicado. Receber mais uma boa quantia é um bom negocio para a região com renda per capta baixa, poucas fontes de receita e com muitas necessidades de investimentos. A região Amazônia é a que menos tem em termos financeiros, mas sonhar com um desenvolvimentismo sem planejamento, realmente pode colocar em fim bens maiores.

Pouco ainda se conhece sobre os recursos naturais renováveis existentes nessa imensidão de floresta. O problema é que o Brasil pouco ou quase nada investe em pesquisas e conhecimentos. Os estrangeiros são mais avançados nesse sentido e já estão bem à frente em conhecimentos de essenciais do saber popular que podem resolver problemas como alivio de unha encravada à cura do câncer. E não é somente isso. Existem também reservas minerais e petrolíferas em grande proporção.

É possível conciliar o desenvolvimento com aplicações de métodos sustentáveis. O que não pode é a região continuar sendo devastada sem critérios e tudo virar fumaça. O Brasil pode ganhar muito de fizer como os gringos, pesquisar, conhecer, estudar e desenvolver. O rendimento econômico da Amazônia pode ser muito maior do que centenas de madeiras ou alguns milhares de pecuária. Se os gringos querem a floresta de pé, e pagam caro por isso, alguma coisa boa tem nisso tudo.

Coluna de Solano Ferreira

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